Locação
ou Compra ?

Qual tipo
de Imóvel ?

Em qual
Cidade ?

Em qual
Bairro ?

Qual faixa
de Preço ?

Qual o estágio
da Obra ?



Investimentos devem facilitar a compra da casa própria

Início de ano é sempre oportunidade para realizar bons negócios. No comércio os lojistas procuram acabar com os estoques reduzindo os preços nas já conhecidas promoções. No setor imobiliário, os brasileiros que vinham adiando a compra da casa própria por falta de uma boa linha de crédito podem mudar o pensamento. Governo e bancos privados prometem uma oferta maciça (e recorde) de financiamento neste ano: R$ 78,3 bilhões.
 
"Sem dúvida, teremos um ano excepcional para a habitação. O país está mais maduro e todos os reflexos da crise passada foram superados", afirma o ministro das Cidades, Márcio Fortes.
 
Segundo especialistas, o montante de R$ 78 bilhões beneficiará famílias de todas as faixas de renda, das mais simples, atendidas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, até as que pretendem financiar imóveis avaliados em R$ 500 mil. “As classes média e média alta terão à disposição o dinheiro da poupança e os menos favorecidos, do FGTS e do Orçamento da União”, explica o ministro das Cidades.
 
Os construtores fizeram as contas e acreditam que, se todos os recursos forem liberados, o volume de imóveis financiados chegará ao recorde histórico de um milhão. Na opinião do ministro Márcio Fortes esses números podem ser superados. "Nos últimos anos, os desembolsos superaram todas as estimativas. E isso certamente se repetirá em 2010", enfatiza.
 
PROGRAMA GANHA FORÇA
 
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, está convencido de que 2010 será o ano de consolidação do Programa Minha Casa, Minha Vida. "Desde março de 2009, quando o programa foi lançado, houve um processo de preparação. Agora, o avião está pronto para decolar e voar em céu de brigadeiro", diz.
 
Os dados contabilizados pelo ministério até agora derrubam a tese de que o programa fracassaria no atendimento às classes de baixa renda, a primeira, com rendimento até três salários mínimos, a segunda, com ganho mensal entre três e seis mínimos. Dos projetos já aprovados pela Caixa, 60,61% vão beneficiar o primeiro grupo e 31,4%, o segundo.

O ministro ressalta que o programa está sendo liderado pelas 13 maiores construtoras do país e não será surpresa se o número de imóveis construídos por meio do Minha Casa, Minha Vida passar de 1 milhão. "As empresas estão construindo verdadeiros bairros ou minicidades, empreendimentos com 5 mil unidades, para abrigar, em média, 20 mil pessoas. Muita gente reclamou da demora para o programa andar. Mas o processo não é tão simples como se pensa. Envolve o governo federal, estados, municípios, os Legislativos locais, a Caixa e as empresas ", destaca.
 
MAIOR ALCANCE DO PROGRAMA
 
O aumento do salário mínimo para R$ 510, que está valendo desde o dia 1º de janeiro, ampliou também a quantidade de mutuários que poderão financiar um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
 
Com o novo mínimo, a renda máxima familiar permitida para comprar a casa aumenta dos atuais R$ 4.650 para R$ 5.100. O valor, correspondente a dez salários mínimos e é o teto para conseguir um empréstimo pelo programa nas agências da Caixa Econômica Federal, que está adaptando os novos limites.
 
A mudança foi feita porque, de acordo com o Ministério das Cidades, o programa tem seus limites fixados de acordo com as faixas salariais dos mutuários.
 
 
Jornal Expansão São Paulo
Edição 165 - janeiro de 2010.
 

 

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